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quarta-feira, 23 de junho de 2010

Arriving in Ribeira Adventure Club (Como Chegar a Ribeira Adventure Club )

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Mais um veleiro atraca na Ribeira Adventure Club

Nesta semana mais um veleiro atracacou na Ribeira Adventure Club. Depois de cruzar o Atlântico em 17 dias de mar desde Mindelo, Cabo Verde. O veleiro de 9,20 metros tem como tripulantes um casal da Bretanha, França. Com este agora temos cinco veleiros atracados por aqui. Ainda aguardamos para este mês a chegada de mais dois veleiros, um de Natal e outro que vem em um contra-vento desde Trinidad and Tobago no Caribe.
Aos poucos a Ribeira vai se enchendo de histórias destes Aventureiros do Mar.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Velejar em João Pessoa , Paraíba ( sailing in João Pessoa, Paraíba, Brazil)

A primeira vez que cheguei a Paraíba, foi em outubro de 2005 participando da primeira edição da Regata Noronha-Cabedelo. Na época estava como Skipper do veleiro Antares que havia trazido desde de Ubatuba-SP até Recife para participar da REFENO-2005. Minha primeira impressão foi das melhores. Chegamos com uma super recepção no Iate Clube da Paraíba, em um evento que ficou para a história pela sua grandeza e ótima organização. Ficamos por aqui um pouco mais de uma semana antes de zarpar rumo a Ubatuba-SP novamente. Disfrutamos, juntos com velejadores de várias partes do país e exterior de uma estadia sensacional com os Paraibanos nos fazendo sentir em casa mesmo.A praia do Jacaré, com seus bares e o Bolero de Ravel ao entardecer deixaram saudades quando zarpamos rumo sul. Em 2007 novamente cheguei a Cabedelo ( Praia do Jacaré) velejando com o Tritton, um Brasilia 32 que adquiri em 2006 , vindo de Salvador-BA rumo ao Caribe. Desta segunda vez pude conhecer um pouco mais dos encantos desta região previlegiada para os Esportes Náuticos . Por aqui sopram o ano todo os alizios de SE com ventos amenos entre 10-15 nós. E no estuario do rio Paraíba, um verdadeiro paraízo para se navegar o ano todo entre ilhas ,  manguezais e praias abrigadas. Ja a terceira e derradeira vez por aqui se deu em dezembro de 2009 quando retornava de uma tempora de dois anos pelo Caribe com o velho Tritton. Sempre na mesmo refugio da Praia do Jacaré, ancorei o Tritton vindo de Natal, em frente do agora ex-Iate Clube da Paraíba para minha surpresa.
Por aqui desde a muito tempo sempre foi um porto conhecido dos Europeus que cruzam o Atlantico desde Cabo Verde em direção a costa Brasileira e Caribe ou ainda de quem vem das latitudes mais baixas como Africa do Sul, Argentina e Sul-Sudeste do Brasil. Lugar abrigado, facil de entrar em qualquer horário do dia ou da noite, através do Porto de Cabedelo. Mas desta última vez algo novo me chamou a atenção. O grande desenvolvimento náutico desde que cheguei aqui em 2005. Em quatro anos o número de marinas aumentou, juntamente como número de cruzeiristas de todas as partes do mundo, disfrutando das aguas tranquilas do rio Paraíba. O tempo foi passando e eu ancorado tranquilamente em frente ao ex-Iate Clube esperando minha companheira para seguir velejando rumo ao sul. Depois de cinco anos perambulando entre Costa do Brasil, America do Sul, Caribe e Europa, estava de volta ao Brasil com ideia de montar algum empreendimento na área naútica que sempre foi minha grande paixão. Em um manhã depois de tomar meu café tranquilamente resolvi pegar o meu dingue e ir visitar a outra margem do rio em uma localidade que se chamava Ribeira. Do outro lado, escondida ainda, encontrei uma pequena vila encravada em meio a um coqueiral, onde ao desenvolvimento ainda não teve tempo de modificar. E navegando pelas aguas do rio Ribeira, um afluente do rio Paraíba, e que da nome a pequena vila, encontrei um imovel a beira do rio perfeito para os meus planos de montar uma pequena marina. Passados pouco mais de um mês o negócio se concretizou e surgiu também a Ribeira Adventure Club - Seu Clube de Aventuras na Paraíba!!!

segunda-feira, 7 de junho de 2010

A Confecção das Poitas na Ribeira Adventure Club

Dentro dos trabalhos que estamos executando aqui na Ribeira Adventure Club com o objetivo de melhor atender nossos Aventureiros, a confecção de poitas para atracação das embarcações entrou na ordem do dia durante estas duas ultimas semanas. O primeiro passo foi estudar e planejar o modelo da poita, o seu peso e a confecção da estrutura de ferro além do concreto é claro.Depois da consulta utilizando a internet, decidi fazer uma poita de 480 kg, o que segundo materias sobre o assunto suportaria embarcações de até 20 toneladas de deslocamento. Apartir daí passamos a parte prática da história. Primeiro confeccionamos o molde em madeira medindo 0,80 x 0,80 x 0,29 metros , o que daria um total de 0,192 metros cubicos de concreto armado.Terminado o molde, passamos para a estrutua de ferro, em que utilizamos vergalhões de 3/8 pol .
Com o molde pronto, levamos ele para o flutuante para mais tarde facilitar o transporte. O concreto foi feito manualmente mesmo utilizando-se somente pá, enxada e um balde de construção. Em total foram 19 baldes de 10 lts de concreto armado na proporção de 1/2 balde de cimento, 02 baldes de areia, 2,5 baldes de brita e 1/2 balde de agua.


Agora preparem-se para fazer um baita exercício! Da um trabalho daqueles, principalmente para um marinheiro de primeira viagem como eu nos assuntos de concretagem. Optei por fazer o equivalente a 03 baldes de concreto por vez para facilitar a mesclagem dos materiais. No nosso caso tinha que levar o balde até o flutuante bastante distante de onde eu estava preparando o concreto. Enquanto isso minha companheira (Concita) ficava socando e espalhando o concreto dentro do molde para ficar o mais compacto possivel.





Em uma manhã de trabalho duro terminamos de concretar tudo. A preocupação passou a ser o flutuante com um peso extra de 480 kg na sua lateral começou a adernar perigosamente. Deixamos o concreto secando por 3 dias mas sempre regando com agua para que não correr o risco de rachar. O próximo passo foi desmoldar com cuidado para poder utilizar a forma novamente. Queremos fabricar outras 10 poitas para utilizarmos na atracação. Depois de desmoldadas colocamos um cabo de nylon de 1 polegada com uma sapata galvanizada. Agora era só deslocar o monstro para a beirada do flutuante para o pobre Tritton pega-la e transporta-la para a posição definitiva.

Com o Tritton em cena fazendo "as vezes" de Rebocador, arrastamos a monstra para água com uma alavanca de ferro e utilizando uns canos de pvc de 3/4 polegada como roletes. Com muito cuidado e apreensão o bloco foi para agua ficando suspenso pelo Tritton. Os 480 kg fizeram efeito e abicaram bastante o velho Tritton que aguentou firme mais esta faina. Com a poita pintura  navegamos até o ponto onde ela seria colocada e depois de ancorarmos o barco, descemos ela lentamente com o auxílio de dois cadernais duplos para 520 kg. Finalmente a primeira poita já esta posicionada e segurando um dos veleiros que estão por aqui.
Ufaaaa que trabalhão meu!!!